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sábado, 3 de dezembro de 2016

Wilson Hovath

Sobre a descriminalização do aborto até os três meses de gestação:
Eu sou CONTRA! Sou contra o ABORTO MASCULINO!
Sobre o Feminino NÃO posso opinar, por um motivo muito óbvio e simples: não sou mulher!
Sou CONTRA o homem abandonar a parceira; sou CONTRA ele não pagar pensão; sou CONTRA ele não assumir o filho(a); sou CONTRA ele espancar a barriga da mulher a fim de promover aborto; sou CONTRA ele obrigar a mulher a ir em clínicas clandestinas ou tomar drogas e venenos, mesmo a mulher tendo o desejo de prosseguir com a gestação; sou CONTRA o pai colocar a filha para fora de casa devido à gravidez; sou CONTRA a pressão psicológica que a família coloca sobre a mulher; sou CONTRA o “bom” marido falar para sua amante que ele não pode deixar que sua família saiba e “blá-blá-blá”...
E é bom deixar claro que a discussão não é sobre abortar ou não, mas da descriminalização deste ato.
E devemos considerar que UMA em cada CINCO mulheres em idade fértil já abortaram em nosso país, ou seja, não estamos falando de uma realidade distante, mas estatisticamente de alguém de nossa própria família.
A descriminalização apenas tenta tornar a mulher pobre da periferia com os mesmos direitos da mulher rica, pois essa aborta tranquilamente em clinicas de alto padrão, nos bairros nobres das cidades.
Outro fato muito importante a ser discutido é a HIPOCRISIA! Países que descriminalizaram o aborto tiveram seus índices REDUZIDOS! E NÃO aumentados!
Isso mesmo! E isso se dá por um simples motivo:
Na maioria das vezes, a mulher aborta, pois, ao engravidar, ela se encontra SOZINHA e sem apoio, ao contrário, ela sofrerá da sociedade, dos familiares e do parceiro uma enorme PRESSÃO para abortar! Outras vezes, ela é levada “pelos cabelos” para clínicas ou lhe é jogado “goela abaixo” um remédio ou veneno. E após realizado este ato, os que a obrigaram se retiram de campo, deixando apenas para a mulher a responsabilidade e o peso moral do ato.
Em países em que há a legalização, a mulher recebe apoio e orientação psicológica e assistência social. O que a ajuda desistir de abordar, quando isso não é de sua vontade, mas foi motivado por outras pessoas.
A descriminalização, então, ajuda a reduzir o aborto! Em especial o masculino! O realizado pelos “homens de bem”, pais de família, padres, pastores e toda a sociedade hipócrita!
Não falarei aqui de outros elementos, pois esses dizem respeito ao aborto feminino e não me cabe aqui opinar, mas fica a deixa para novas construções teóricas por parte das mulheres.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Ciência Pós-Moderna - Boaventura


Como podemos compreender o tempo atual?
Estamos perdidos?
Ou vivemos o momento das maiores oportunidades?

A pós-modernidade é uma ideologia?
Ela relativiza tudo?

Ou

A pós-modernidade possibilita a reconstrução da Utopia?
Ela pode ser uma epistemologia emancipatória?

Para aqueles que desejam se aprofundar nesse assunto, segue o o livro de Boaventura Sousa Santos, Introdução a Uma Ciência Pós-Moderna.


Link do Livro:
http://www.boaventuradesousasantos.pt/pages/pt/livros/introducao-a-uma-ciencia-pos-moderna.php

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A ÁGUIA E A GALINHA

Leonardo Boff

"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas.
Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
– Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
– De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
– Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
– Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
– Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
-Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento... "